quarta-feira, 28 de março de 2012

Direito


EDUCAÇÃO E HOMOSSEXUALIDADE

Primeira travesti doutorada do Brasil defende tese contra homofobia

  Antes de se tornar supervisora regional de 26 escolas públicas e ingressar no doutorado em Educação da Universidade Federal do Ceará (UFC), Luma Andrade assinou o nome João por 30 anos, foi rejeitada pelos pais na infância, discriminada na escola e, mais tarde, no trabalho.
    Na tese de quase 400 páginas que irá defender em três meses, a primeira travesti a cursar um doutorado no Brasil relata a discriminação sofrida por pessoas como ela na rede pública de ensino. Ela também aponta lacunas na formação dos professores.
  “Eu não era tida como um bom exemplo”. Durante o período de estágio probatório, tentaram sabotar sua permanência na escola. “Uma coordenadora denunciou que eu estava mostrando os seios para os alunos na aula”. Luma havia acabado de fazer o implante de proteses de silicone. “Eu já previa isso e passei a usar bata para me proteger, esconder. Eu tinha certeza que isso ia acontecer”.
  Anos depois, assumiu um cargo na Coordenadoria Regional de Desenvolvimento de Educação de Russas, justamente a região onde nasceu. Como supervisora das escolas estaduais de diversos municípios, passou a interceder em casos de agressões semelhantes ao que ela viveu quando era estudante.
  “Uma diretora de escola fez uma lista de alunos que, para ela, eram homossexuais. E aí mandou chamar os pais, pedindo para que eles tomassem providências”. A providência, segundo ela, foi “muito surra”. “O primeiro que foi espancado me procurou”, lembra. Luma procurou a escola. Todos os gestores e professores passaram por uma capacitação para aprender como lidar com a sexualidade dos estudantes.
  Um ano depois, em 2008, Luma se tornou a primeira travesti a ingressar em um doutorado no Brasil. Ela começou a pesquisar a situação de travestis que estudam na rede pública de ensino e constatou que o caso da diretora que levou um aluno a ser espancado pelos pais e todas as outras agressões sofridas por homossexuais tinham mesma a origem.
  “Comecei o levantamento das travestis nas escolas públicas. Eu pedia para que os gestores informassem. Quando ia averiguar a existência real do travesti, os diretores diziam: ‘tem aquele ali, mas não é assumido’. Percebi que estavam falando de gays”, relata.
    A partir desse contato, Luma trata em sua tese de que as travestis não podem esboçar reações a ataques homofóbicos para concluir os estudos.
   Mas também sugere que os cursos de graduação em licenciatura formem profissionais mais preparados não apenas para tratar da homossexualidade no currículo escolar, mas também como lidar com as especificidades de cada pessoa e fazer da escola um lugar sem preconceitos.
   “Cada pessoa tem uma forma de viver. Conforme ela se apresenta, vai se comunicar e interagir. O gay tem uma forma de interagir diferente de uma travesti ou de uma transexual. O não reconhecimento dessas singularidades provoca uma padronização. A ideia de que todo mundo é ‘veado’”.
    A tese de Luma já passou por duas qualificações. Ela está em fase final, corrigindo alguns detalhes e vai defendê-la em julho, na UFC, em Fortaleza.

Errado?


CULTO NA SALA DE AULA

Aluno se diz vítima de bullyng após ritual de professora evangélica

    Um adolescente de 15 anos passou a ser vítima de bullying e intolerância religiosa como resultado de pregação evangélica realizada pela professora de História Roseli Tadeu Tavares de Santana. Aluno do 2º ano do Ensino Médio na Escola Estadual Antonio Caputo, no Riacho Grande, em São Bernardo (SP), o garoto começou a ter falta de apetite, problemas na fala e tiques nervosos.
    Ele passou a ser alvo de colegas de classe porque é praticante de candomblé e não queria participar das pregações da professora, que faz um ritual antes de começar cada aula: tira uma Bíblia e faz 20 minutos de pregação evangélica aos alunos. O adolescente, que no ano passado começou a ter aulas com ela, ficava constrangido. Seu pai, o aposentado Sebastião da Silveira, 64 anos, é sacerdote de cultos afros. Neste ano, por não concordar com a pregação, decidiu não imitar os colegas. Eles perceberam e sua vida mudou.
    Desde janeiro, ele sofre ataques. Primeiro, uma bola de papel lhe atingiu as costas. Depois, ofensas graves aos pais, que resolveram agir. "Ficamos abalados", disse Silveira. "A própria escola não deu garantias de que meu filho terá segurança."
    O garoto estuda na unidade desde a 5ª série. Poucos sabiam de sua crença. E quem descobria se afastava.Da professora, ouviu que pregação religiosa fazia parte do seu método. Roseli não quis comentar sobre o caso.
    A Secretaria Estadual da Educação promete que a Diretoria de Ensino de São Bernardo irá apurar a história e reconhece que pregar religião é proibido pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
     Na escola, os alunos reclamam da prática. "Não aprendi nada com ela. Só que teria de ter a mesma religião que ela", disse um menino de 16 anos.
    A presidente da Afecab (Associação Federativa da Cultura e Cultos Afro-Brasileiros), Maria Campi, anunciou que dará amplo suporte à família de Magno pelo que o garoto vem sofrendo. "Nossas crianças não têm direito a ter uma identidade. São discriminadas quando usam as vestimentas. Falta estudar mais as culturas africanas", completou.
    Um registro de ocorrência foi feito no 4º DP (Riacho Grande), e a Comissão de Liberdade Religiosa da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e o Ministério Público foram acionados. "O Estado brasileiro é laico e não pode promover uma religião específica através de seus agentes. É preciso compreender a importância do respeito à escolha do próximo", disse a presidente da comissão, Damaris Moura.
    "Escola não é lugar para se fazer pregação", definiu Carlos Brandão, doutor em Educação pela Unesp (Universidade Estadual Paulista). "O superior que está permitindo isso não está só indo contra a lei, mas sim prejudicando a moral dos alunos."
   Até mesmo pais evangélicos de alunos do local criticam a postura. "Nunca foi falado em casa que ela fazia isso. Senão eu reclamaria, é errado", disse a doméstica Edemilda Silva, 46 anos, moradora do Capelinha. Seu filho, 13, está na 8ª série do Ensino Fundamental e confirmou a atitude da professora. "Se quiser ouvir a palavra, vou na igreja. "

Polêmica


‘DO SENHOR JESUS’

Frase em portal de cidade paulista gera polêmica entre moradores

    Para comemorar os 47 anos de emancipação da cidade de Carapicuíba, São Paulo, a prefeitura inaugurou um portal com a inscrição “Carapicuíba é do Senhor Jesus”, frase que gerou muita polêmica entre os moradores.
    De um lado alguns consideram desnecessário fazer um portal só para declarar uma fé que não é a de todos naquela cidade, mas por outro lado muitas pessoas elogiaram a atitude da prefeitura.
    “Eu moro na favela da Cohab I, faz três anos que moro aqui, onde consegui emprego, e para mim tudo melhorou. Eu gosto dessa frase sobre Jesus, porque abre as portas”, disse Meire Miranda, 32 anos, ao Mural da Folha de São Paulo.
    Mas para Jorge Luís, 48 anos, a construção desse portal gerou expectativas na população que esperava por uma passarela de pedestres.  “Eles preferem fazer propaganda religiosa que salvar vidas”, diz ele falando que no local onde o portal foi construído muitas pessoas já morreram atropeladas.
   A inscrição está localizada na rua Consolação, que é a principal via de acesso aos viadutos que separam Carapicuíba de Barueri. Mas a prefeitura garante que não gastou dinheiro com o portal, pois ele foi patrocinado pela Marabraz.
    E sobre a construção de uma passarela foi informado que é inviável realizar esse pedido dos moradores, uma vez que a linha de trem de carga do IBC (Instituto Brasileiro do Café) que passa ao longo da via.
    Antes de se tornar independente o município de Carapicuíba pertencia a cidade de Barueri até que uma emancipação político-administrativa autorizou a separação das cidades.

Tem Lógica?


‘MACEDO TEM MEDO’ 

Ex pastor da Iurd comenta ataque a Valdemiro Santiago e Impd

     Em entrevista exclusiva, o ex-pastor da Igreja Universal e ex-apresentador da Record Ronaldo Didini Luiz, afirma que o ataque perpretado por TV Record e Igreja Universal contra Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial, foi motivado pelo medo de Edir Macedo de perder mais fieis e território. A expansão midiática da Mundial também assusta o líder da Universal e dono da Record, diz ele.
   No último dia 18, o “Domingo Espetacular” trouxe longa reportagem na qual afirmou que Santiago comprou fazendas e outros imóveis com dinheiro da igreja. Valdemiro rebate e diz que as propriedades pertencem à igreja. O Ministério Público estadual anunciou investigação.
   “O crescimento da Igreja Mundial estremeceu as bases da Universal”, afirma Didini, fundador do ministério Caminhar, ex-apresentador do “25ª Hora”, da Record, e hoje assessor para assuntos de mídia da Igreja Mundial. Ele não se manifesta a respeito das denúncias, mas afirma que o que detonou o ataque foi o anúncio de Santiago, de que pretende ter 4.000 templos até o ano que vem –o dobro da Universal.
    Hoje a Mundial diz ter entre 2.500 e 3.000 templos. A expansão midiática da igreja também é outro ponto que incomoda muito a Record, afirma Didini.
   Procurada, a Record rebateu e afirmou que seu “Departamento de Jornalismo apenas apresentou informações comprovadas por documentos públicos sobre movimentações suspeitas do sr. Valdemiro Santiago”.
   A assessoria da Igreja Universal não respondeu ao pedido para se manifestar sobre as declarações de seu ex-pastor. Ninguém respondeu até a publicação desta coluna.
    “O fato é que a Mundial tem as mesmas características de evangelho de massa, proclama-o na linguagem do povo e tem presença maciça nos meios de comunicação de massa”, afirma o pastor Didini. “É tudo o que o bispo Macedo não quer.”
   “Todo este ciclo é irreversível e traz desespero à liderança da Igreja Universal, já isolada e considerada, no próprio meio cristão, como uma seita”, afirma o evangélico.

Cinema


A RESSURREIÇÃO

Diretor que dar continuidade para filme 'A paixão de Cristo'

     Oito anos depois de assistir ao grandioso sucesso de Mel Gibson “A Paixão de Cristo,” o promotor e produtor David Wood de Hollywood tem o firme propósito em sua visão que ele crê ser de Deus – de produzir a história da Ressurreição de Jesus Cristo
     Wood tem planos de produzir o que  será para todos que acreditam “a continuação do filme” para ser exibido em comunidades cristãs, cinema, retratando os acontecimentos em torno da ressurreição e os 40 dias que se seguiram. “A Ressurreição” será único em muitos aspectos, diz o produtor.
    “O verdadeiro poder do cristianismo é o Jesus ressuscitado”, Wood, 49 anos, disse. “Mesmo que todos nós sabemos que Cristo foi à cruz por nossos pecados, e Ele ao ressuscitar mostra realmente o seu poder, que é o poder que nós, como cristãos realmente temos, a vida eterna em Cristo Jesus. Esta segunda história é sobre isso. É uma história sobre amor e esperança, voltada a mostrar o lado bom do sacrifício de Jesus“.

Quadrangular


CONTINUIDADE E RENOVAÇÃO

Pastor Mário de Oliveira fala ao CREIO sobre vitória na Quadrangular

     Reeleito na noite desta terça-feira, dia 27, em primeiro turno com quase 60% dos votos, o pastor Mário de Oliveira conversou com o portal CREIO de noticias sobre sua vitória, a disputa à presidência da denominação e os projetos para a Igreja Quadrangular no próximo mandato. Por telefone disse que a disputa foi acirrada e em alguns momentos ‘desleal’. Em agradecimento a vitória ele pretende promover um culto em Minas Gerais.
            Doze mil pessoas participaram da eleição que aconteceu durante a 61ª Convenção Nacional da Igreja do Evangelho Quadrangular (IEQ) que acontece até dia 29 em Camburiú(SC). Com 58% dos votos válidos Mário de Oliveira venceu o reverendo Jayme Paliarin e Waldir Agnello.

Incentivo


Criação de frango é mais uma alternativa para o agricultor de Bom Jesus do Sul. 

Depois do leite e outros produtos que o agricultor faz sua fonte de renda. A administração municipal de Bom Jesus do Sul incentiva a criação de frangos e dessa forma os produtores aumentam significativamente a cada ano.

Um exemplo é o produtor, Oilson Mazzocatto, que entregou mais de 40 mil frangos na última semana para a empresa fornecedora. Segundo Mazzocatto, é uma alternativa de renda que vale a pena para o pequeno agricultor. “Em especial para os agricultores que tem pouco espaço de terra a criação de frangos é a melhor alternativa”, diz.

O produtor diz ainda que a empresa fornece todos os meios para a produção, como o pintainho, a ração e assistência técnica. “O que o produtor deve fazer é manter o cuidado e alimentação correta para os frangos e em média 46 dias já pode ser entregue a empresa parceira. Podemos dizer que é muito viável e lucrativo”, informa.

Mazzocatto acrescenta que no início das atividades contou com a parceria da administração municipal para implantação dos galpões para produção dos frangos, como terraplenagem.