REDUZINDO CONFLITOS FAMILIARES
Especialista
em aconselhamento familiar orienta como evitar crise
Por:
Vinicius Cintra - Redação Creio
Família
é tudo igual, só muda o endereço. O ditado popular reflete algo que acontece
cotidianamente dentro dos lares. Mágoas, insubmissão, egos inflamados, falta de
diálogo ocasionam conflitos que podem extrapolar o limite da família. O
especialista em aconselhamento familiar, Marcos Quaresma, orienta como manter
uma convivência sadia.O modelo de família
atual é heterogêneo e longe do tradicionalismo patriarcal do século passado.
Com opiniões diferentes os atritos acabam sendo comuns e fazem parte da
convivência humana e processo natural da vida em grupo. “É preciso ponderar as
ocorrências para que haja uma convivência sadia. É preciso ter um diálogo
respeitoso, de forma que o assunto do conflito seja administrado e as pessoas
preservadas e não acusadas. Caso essa atitude não seja suficiente buscar ajuda
externa de alguém com habilidade para apoio na solução, como conselheiro ou
psicólogo”, declara o missionário da Sepal.Marcos lembra que a
família tradicional era dirigida por um homem e todos acatavam suas ordens, mas
não existe mais espaço para essa figura de poder. O bombardeio de informações
contribui para a nivelação das relações entre os membros de uma família, mas a
não aceitação das mudanças e a tentativa de manter rígida a convivência em
tempos de flexibilidade gera inevitavelmente afrontamentos internos.A mudança nos atritos
de hoje em relação aos do passado está na filosofia hedonista do tempo
presente. Antigamente os conflitos eram velados, já em novos tempos, a maior
fonte dos conflitos está no direito de todos emitirem opiniões divergentes em
cada assunto de família ressalta Marcos. “As
pessoas eram mais submissas e facilmente aceitavam o "NÃO". As
desavenças aconteciam mais no íntimo das casas e eram facilmente resolvidos por
uma palavra final do patriarca obedecida por todos. Hoje as pessoas
expressam mais facilmente seus desejos e pensamentos, colocando-os em ação
sejam ou não da vontade dos pais ou do cônjuge”. Cada
membro do lar pode colaborar em tempos de crise, independentemente da
característica da pessoa. Com talentos, aptidões e perfis particulares cada um
pode aproveitar para amenizar a pressão e tranquilizar o ambiente, ao invés de
todos quererem falar e agir ao mesmo tempo, agravando a situação.“Se a família
enfrenta uma crise financeira, por exemplo, e um membro é bom em administrar
contas, essa pessoa deve ser encarregada de organizar uma forma de ajudar a
encontrar uma saída para aqueles problemas. Se o problema é emocional, alguém
que tenha maior capacidade de ouvir, essa pessoa pode ser a ideal para liderar
essa mudança e assim por diante” garante Quaresma.Já a igreja é
fundamental para a saúde das famílias que nela se refugiam, em sua essência é
uma comunidade terapêutica. Entretanto, fazer parte de uma igreja, não
livra as famílias dos conflitos lembra o conselheiro. “Assim como a presença de Jesus nas bodas de Caná,
que não evitou que o vinho acabasse (Jó 2.2.). Mas, ele estava lá para ajudar
na solução. Assim também é com a igreja, que pode ser um apoio significativo às
famílias no enfrentamento de suas crises”.
Portal creio
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