terça-feira, 5 de junho de 2012

família


REDUZINDO CONFLITOS FAMILIARES


Especialista em aconselhamento familiar orienta como evitar crise


Por: Vinicius Cintra - Redação Creio


            Família é tudo igual, só muda o endereço. O ditado popular reflete algo que acontece cotidianamente dentro dos lares. Mágoas, insubmissão, egos inflamados, falta de diálogo ocasionam conflitos que podem extrapolar o limite da família. O especialista em aconselhamento familiar, Marcos Quaresma, orienta como manter uma convivência sadia.O modelo de família atual é heterogêneo e longe do tradicionalismo patriarcal do século passado. Com opiniões diferentes os atritos acabam sendo comuns e fazem parte da convivência humana e processo natural da vida em grupo. “É preciso ponderar as ocorrências para que haja uma convivência sadia. É preciso ter um diálogo respeitoso, de forma que o assunto do conflito seja administrado e as pessoas preservadas e não acusadas. Caso essa atitude não seja suficiente buscar ajuda externa de alguém com habilidade para apoio na solução, como conselheiro ou psicólogo”, declara o missionário da Sepal.Marcos lembra que a família tradicional era dirigida por um homem e todos acatavam suas ordens, mas não existe mais espaço para essa figura de poder. O bombardeio de informações contribui para a nivelação das relações entre os membros de uma família, mas a não aceitação das mudanças e a tentativa de manter rígida a convivência em tempos de flexibilidade gera inevitavelmente afrontamentos internos.A mudança nos atritos de hoje em relação aos do passado está na filosofia hedonista do tempo presente. Antigamente os conflitos eram velados, já em novos tempos, a maior fonte dos conflitos está no direito de todos emitirem opiniões divergentes em cada assunto de família ressalta Marcos.            “As pessoas eram mais submissas e facilmente aceitavam o "NÃO". As desavenças aconteciam mais no íntimo das casas e eram facilmente resolvidos por uma palavra final do patriarca obedecida por todos. Hoje as pessoas expressam mais facilmente seus desejos e pensamentos, colocando-os em ação sejam ou não da vontade dos pais ou do cônjuge”.            Cada membro do lar pode colaborar em tempos de crise, independentemente da característica da pessoa. Com talentos, aptidões e perfis particulares cada um pode aproveitar para amenizar a pressão e tranquilizar o ambiente, ao invés de todos quererem falar e agir ao mesmo tempo, agravando a situação.“Se a família enfrenta uma crise financeira, por exemplo, e um membro é bom em administrar contas, essa pessoa deve ser encarregada de organizar uma forma de ajudar a encontrar uma saída para aqueles problemas. Se o problema é emocional, alguém que tenha maior capacidade de ouvir, essa pessoa pode ser a ideal para liderar essa mudança e assim por diante” garante Quaresma.Já a igreja é fundamental para a saúde das famílias que nela se refugiam, em sua essência é uma comunidade terapêutica. Entretanto, fazer parte de uma igreja, não livra as famílias dos conflitos lembra o conselheiro. “Assim como a presença de Jesus nas bodas de Caná, que não evitou que o vinho acabasse (Jó 2.2.). Mas, ele estava lá para ajudar na solução. Assim também é com a igreja, que pode ser um apoio significativo às famílias no enfrentamento de suas crises”.


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