SC tem 100 municípios em
emergência pela estiagem.
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| Foto ilustrativa |
As perdas no Estado já somam R$
549 milhões segundo levantamento do Centro de Socieconomia e Planejamento
Agrícola (Cepa) da Epagri. O gerente do Cepa/Epagri, Ilmar Borchardt, disse que
as perdas no milho já estão praticamente consolidadas. Mas esse número pode
aumentar nas lavouras de soja. Ele afirmou que as perdas são mais acentuadas no
Oeste, mas que já avançou até municípios próximos a Lages.
Os maiores prejuízos são nas
lavouras de milho e soja. A safra de milho, por exemplo, deve ser a menor do
estado desde 2006. Isso acarreta uma série da prejuízos em cascata. Isso porque
aumenta o déficit de milho do estado, que deve chegar a dois milhões de
toneladas. Na avaliação do presidente da Companhia Integrada para o
Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e vice-presidente da
Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc), Enori Barbieri, a
estiagem tira a competitividade da agroindústria catarinense, inibe
investimentos no estado e aumenta o custo dos alimentos para o produtor. –Os R$
549 milhões são irrelevantes perto dos outros prejuízos que acarretam- calculou.
Barbieri disse que a necessidade de trazer milho de outros estados aumenta o
custo de produção de aves, suínos e leite. Isso aumenta também o custo dos
alimentos para o produtor. A saca de arroz aumentou de R$ 20 para R$ 27. A saca
de soja, que estava em torno de R$ 40, foi para R$ 47. E o milho, que deveria
estar em torno de R$ 20 a saca, está em R$ 24 a R$ 25. Bom para quem consegue
colher. Mas o produtor que perde com a estiagem tem menos produção para
aproveitar essa alta.
O presidente da Cooperativa
Regional Alfa (Cooperalfa), Romeu Bet, estima que deverá comprar cerca de dois
milhões de sacas de soja de outros estados para atender a necessidade da
indústria de óleo e farelo de soja. Normalmente a cooperativa recebe seis
milhões de sacas. Bet disse que a busca de soja de fora aumenta os custos. Além
disso a estiagem acaba interferindo no faturamento. Outro impacto é a venda de
menos insumos, já que o produtor deve reduzir investimentos na lavoura.
Ele afirmou que enquanto
produtores do Planalto Norte tem uma safra normal, no Oeste há perdas até
superiores a 50% na lavoura de soja.
O secretário de Agricultura de
Santa Catarina, João Rodrigues, afirmou que a estiagem acaba impactando também
no comércio. –Os agricultores vão deixar de trocar o carro e fazer outras
compras- explicou. É um efeito em cascata em que todos perdem um pouco.

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