quinta-feira, 8 de março de 2012

Violência


VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Brasília renova Pacto de Enfrentamento contra ato criminoso.
Foto ilustrativa


    O Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres foi renovado segunda-feira, 5, em Brasília, pela nova ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci.
    Corte ordena esposo a pedir desculpas publicamente no Facebook por 60 dias ou ir para prisão “As políticas são efetivas, mas ainda não existe uma mudança de mentalidade, sobretudo entre os homens, o que significa bater em mulher e o que significa não bater em mulher”, disse a ministra. “É inadmissível que haja mulher que apanhe do marido, namorado ou companheiro”.
     Segundo a Agência Brasil, a secretaria irá repassar R$ 2,5 milhões ao governo distrital para o atendimento às vítimas de violência doméstica nos próximos quatro anos.
     Postos policiais dentro de hospitais estarão prontos para receber as denúncias, além do telefone número 156, uma central de atendimento gratuita, 24 horas, sobre serviços disponíveis para qualquer mulher procurando ajuda ou denunciando agressões.
    A necessidade do pacto é visível em relatórios como o divulgado pela Agência Patrícia Galvão em seu site, onde constam estudos feitos pelo Instituto Avon entre 31 de janeiro a 10 de fevereiro de 2011, no qual 1.8 mil pessoas de cinco regiões brasileiras foram entrevistadas.
    A conclusão foi que seis em cada 10 brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de violência doméstica. Desse total, 63% tomaram alguma atitude para ajudar a vítima (72% das mulheres e 51% dos homens), sendo que 44% conversaram com ela.
     O relatório aponta que os principais fatores que contribuem com a violência contra as mulheres são o machismo (46%) e o alcoolismo (31%).
     Entre os entrevistados, 59% das mulheres e 48% dos homens não confiam na proteção jurídica e policial nos casos de violência doméstica e 52% dos entrevistados acham que juízes e policiais desqualificam o problema.
     Entre as principais razões para uma mulher continuar em uma relação violenta estão: a falta de condições econômicas para se sustentar, 27%; a falta de condições para criar os filhos, 20%; e para 15%, o medo de ser morta.
    Do lado oposto, apenas 15% dos homens entrevistados admitiram ter agredido alguma mulher. Destes, 38% alegaram ciúmes, 33%, problemas com bebidas, enquanto 12% admitiram que agrediram sem motivo.
     Quanto a violência psicológica, somente cerca de 62% reconhecem como violência as agressões verbais, como humilhação, falta de respeito, ciúmes e ameaças.
     A pesquisa mostrou ainda que a Lei Maria da Penha é muito conhecida, sendo 94% dos entrevistados conhecedores da lei, mas que apenas 13% sabem o conteúdo. A maioria das pessoas (60%) pensa que, ao ser denunciado, o agressor vai preso.
    Além destes dados, o novo pacto se faz necessário diante do cenário informado pelo Mapa da Violência 2012, produzido pela organização não governamental Instituto Sangari, que afirma que o Brasil ocupa o sétimo lugar no ranking mundial de assassinatos de mulheres.

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