VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
Brasília
renova Pacto de Enfrentamento contra ato criminoso.
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| Foto ilustrativa |
O Pacto Nacional de
Enfrentamento à Violência contra as Mulheres foi renovado segunda-feira, 5, em
Brasília, pela nova ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres,
Eleonora Menicucci.
Corte ordena esposo a pedir
desculpas publicamente no Facebook por 60 dias ou ir para prisão “As políticas
são efetivas, mas ainda não existe uma mudança de mentalidade, sobretudo entre
os homens, o que significa bater em mulher e o que significa não bater em
mulher”, disse a ministra. “É inadmissível que haja mulher que apanhe do
marido, namorado ou companheiro”.
Segundo a Agência Brasil, a
secretaria irá repassar R$ 2,5 milhões ao governo distrital para o atendimento
às vítimas de violência doméstica nos próximos quatro anos.
Postos policiais dentro de
hospitais estarão prontos para receber as denúncias, além do telefone número
156, uma central de atendimento gratuita, 24 horas, sobre serviços disponíveis
para qualquer mulher procurando ajuda ou denunciando agressões.
A necessidade do pacto é
visível em relatórios como o divulgado pela Agência Patrícia Galvão em seu
site, onde constam estudos feitos pelo Instituto Avon entre 31 de janeiro a 10
de fevereiro de 2011, no qual 1.8 mil pessoas de cinco regiões brasileiras
foram entrevistadas.
A conclusão foi que seis em
cada 10 brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de violência
doméstica. Desse total, 63% tomaram alguma atitude para ajudar a vítima (72%
das mulheres e 51% dos homens), sendo que 44% conversaram com ela.
O relatório aponta que os
principais fatores que contribuem com a violência contra as mulheres são o
machismo (46%) e o alcoolismo (31%).
Entre os entrevistados, 59%
das mulheres e 48% dos homens não confiam na proteção jurídica e policial nos
casos de violência doméstica e 52% dos entrevistados acham que juízes e
policiais desqualificam o problema.
Entre as principais razões
para uma mulher continuar em uma relação violenta estão: a falta de condições
econômicas para se sustentar, 27%; a falta de condições para criar os filhos,
20%; e para 15%, o medo de ser morta.
Do lado oposto, apenas 15% dos
homens entrevistados admitiram ter agredido alguma mulher. Destes, 38% alegaram
ciúmes, 33%, problemas com bebidas, enquanto 12% admitiram que agrediram sem
motivo.
Quanto a violência
psicológica, somente cerca de 62% reconhecem como violência as agressões
verbais, como humilhação, falta de respeito, ciúmes e ameaças.
A pesquisa mostrou ainda que
a Lei Maria da Penha é muito conhecida, sendo 94% dos entrevistados
conhecedores da lei, mas que apenas 13% sabem o conteúdo. A maioria das pessoas
(60%) pensa que, ao ser denunciado, o agressor vai preso.
Além destes dados, o novo pacto se faz
necessário diante do cenário informado pelo Mapa da Violência 2012, produzido
pela organização não governamental Instituto Sangari, que afirma que o Brasil
ocupa o sétimo lugar no ranking mundial de assassinatos de mulheres.

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